Eu tenho um bom ouvido mas uma péssima memória acústica. E um repertório muito limitado, ainda mais de músicas internacionais. Então outro dia eu peguei um táxi e tocou uma canção que me deixou incomodado. Todo momento eu voltava a música no CD Player do taxista. E fui ouvindo, ouvindo para guardar a melodia e perguntar a alguém que música era aquela. Mas me esqueci. Então hoje, voltando da academia, ouço a música tocando numa loja de CD. Na maior cara de pau, foi perguntar.
- Escuta, que CD é este que está tocando.
- Aquele que está em cima do aparelho.
Fui lá e peguei. E o cara já havia colocado na primeira música, como se eu fosse um interessado em ver o repertório todo do disco. Nada disso. Disse
- Que música era aquela que estava tocando.
- Ué, Wuthering heights, de Kate Bush.
Fui repetindo o nome da música até chegar em casa. O Esper baixou no Kazaa. E baixou o clip. Então estou me divertindo.
É tão bom descobrir coisas depois que todo mundo. Essa música - que evidentemente já tinha ouvido antes do dia do táxi - me parece tão nova. Uma novidade tão velha. Uma delícia.
É uma música libertadora.
É a música da minha demissão.
É a música da minha libertação.
Viva Kate Bush. E Cathy, e “O Morro dos ventos uivantes”.
Publicado em 01 de abril de 2003 às 23:17 por manzano