Essa semana fui oficialmente considerado budista. Comprei um oratório, uma imagem do buda, um sino, um castiçal, um incensário e as placas dos meus antepassados. Levei para o templo, em uma cerimônia que pensei demoraria apenas 20 minutos. “Fique esperando aqui, Elias [o taxista]”. A cerimônia durou quase duas horas. Mas valeu a pena. Fui abstraido dessa São Paulo doida e doída, destes dias tão tenebrosos e olhei para mim mesmo - recomendação da monja Fabiana, que celebrou a cerminônia - para descobrir que sou imperfeito e tenho dos defeitos do mundo os mais feios. Mas agora, todos os dias, 20 minutos de sutra e meditação pela manhã e pela noite em frente ao oratório. Alguma coisa vai mudar. Em mim, evidentemente.
Publicado em 14 de março de 2003 às 17:06 por manzano