E ontem, esperando o ônibus para voltar da aula para casa, às onze horas da noite na Francisco Matarazzo, me encontro com uma típica família, ali, à espera do mesmo ônibus que eu. E falamos sobre o jogo do São Paulo x Portuguesa (eles estavam no jogo) e falamos da vida, e falamos de Recife e de Olinda, de onde eles são, e falamos do desemprego. E o ônibus não chegava. Fazia quarenta minutos que eles esperavam, ali, parados. Homem, mulher e menina. Então eu disse a eles: “Querem ver? É sempre assim: eu acendo um cigarro e o ônibus aparece!”. E o fiz. E dois tragos depois, apareceu o 7020. Ele mesmo. E o homem pernambucano saiu alardeando - desde o motorista até os passageiros que estavam perto dele - que eu fumo um cigarro mágico que faz ônibus atrasados acelerarem.
Publicado em 07 de março de 2003 às 15:27 por manzano