Então olho meu pé e vejo que o vermelho está passando. A terra não dura tanto tempo. “A terra de Londrina, só a água de lá lava”. Era o que dizia a empregada de casa quando voltava em alguns fins de semana com a barra da calça suja da terra vermelha, vermelha. De um vermelho carmesim. Um rastro de sangue que ficava.
Quando cheguei em Londrina, vi três andorinhas voando como sempre voam. Em bando. Numa linha reta. E não sei o que isso podia significar.
Quando voltei de Londrina, o avião foi subindo subindo, como sempre voam. Então Londrina me pareceu tão pequena ali nos olhos. Mas grande no coração.
Palavra da Salvação.
Graças a deus.
Publicado em 30 de dezembro de 2002 às 01:19 por manzano
se quem partir não leva
nem o sol nem as trevas
e quem fica não se esquece
tudo que sonhou... eu sei...
Tudo é tão simples
que cabe num cartão postal
Isso é história de amor
tá na palma da mão (trecho incerto)
O adeus traz a esperança escondida...
Pra quê, sofrer com despedida?
se só vai quem chegou
e quem vem vai partir
você sabe, se lamenta,
depois vai dormir... sabe...
Alguém quando parte
é porque outro alguém vai chegar
Num raio de lua nasci
já não agüentando mais (trecho incerto)
o adeus traz a esperança escondida...
pra quê?
Alguém quando parte
é porque outro alguém vai chegar
Num raio de lua nasci
já não agüentando mais (incerto)
Pra quê, querer ensinar a vida?
Pra quê? Pra quê?
”Cartão Postal - Rita Lee (Fruto Proibido)