na esquina















Uma metáfora de ano-novo
A Corrida de São Silvestre passa na minha esquina. Minha, digamos, seria um egoísmo. Passa na esquina onde moro. Este é o segundo ano que vejo a corrido logo alí. A corrida, digamos, seria um exagero. Vejo parte dela. Melhor, vejo os corredores e corredoras.
Quando eu era pequeno, a corrida era à noite e eu a via pela Globo. Tinha trilha sonora e tudo o mais. Mas ver aquela gente correndo pela televisão me dava uma tristeza sem fim, sem medida e esquisita. Eu era pequeno demais, mas a tristeza era grande e cheia como um balão. Na rua (e de dia, talvez) a Corrida de São Silvestre é diferente. No ano passado, eu chorei porque fiquei emocionado em ver aquelas pessoas - tão anônimas - correndo. E este ano, também.
Elas sabem que não vão ganhar. Mas correm. E qualquer semelhança com a vida real não é mera coincidência. Corremos, corremos, corremos e sabemos que também não vamos ganhar. Não, não é pessimismo, não. Sei lá o que é.
Ali tem gente de todos os tipos, de todas as caras. Tem brancos e pretos. Até cinzas. Tem amarelos. E tem também gente meio azul, é verdade. Tem pobre e tem rico. Tem nortista, tem sulista. Tem hétero e tem gay. Tem novo e tem velho. Tem homem, mulher. E tem homem-mulher (e mulher-homem). Eles sabem que não vão ganhar. Mas correm.
Tem gente que quer aparecer. Então se veste como Mulher Maravilha, Bin Laden, e até Lula. Tem mulher que gosta de se aparecer. Então põe o menor top. E os peitos, balançando, não cabem nem em si, imagine na pequena blusinha. Tem gente que acredita em Deus, então grita que o “Brasil é do Senhor!”. Tem gente que acredita em si mesmo, então corre.
Se sabem que não ganham, por que correm, então?
Bem, também não sabemos. E corremos no dia-a-dia.
Correm porque fizeram uma aposta. Correm porque gostam. Correm porque é um bom exercício. Correm porque querem aparecer na Globo. Correm porque, quem sabe, ganham um carro. Correm porque mandaram. Correm porque precisam. Correm porque querem mostrar que são fortes. Correm porque querem mostrar que, apesar dos 80s, são novos. Correm em nome de algo.
Em 2003, quando minha corrida começar, também vou perguntar a mim mesmo, pela manhã, em nome de quê estou correndo. Se ganhar essa batalha é tão difícil (quase impossível), pelo menos devo saber a razão e o motivo que me fazem correr. Ah, sim.

PS. E quem sabe, de verdade, ano que vem não corro mesmo a Corrida de São Silvestre. Ganhar, sei que não vou. Mas se arrumar um bom motivo...


 

feliz ano novo

“a manga com sal
é a esperança da fruta madura”
(Carlos Vogt)


 

verdade

Não gosto de anos-novos. Nenhum deles.

caramuru
Imagine que às nove horas da manhã, agorinha mesmo, já começaram a soltar fogos de artifício aqui em São Paulo. A propósito: artifício de quê?

.
Não, eu não estou de mal humor.


 

cam



“da janela lateral, do quarto de dormir”
Essa é a paisagem que vejo.


 

...



 

Londrina

Então olho meu pé e vejo que o vermelho está passando. A terra não dura tanto tempo. “A terra de Londrina, só a água de lá lava”. Era o que dizia a empregada de casa quando voltava em alguns fins de semana com a barra da calça suja da terra vermelha, vermelha. De um vermelho carmesim. Um rastro de sangue que ficava.
Quando cheguei em Londrina, vi três andorinhas voando como sempre voam. Em bando. Numa linha reta. E não sei o que isso podia significar.
Quando voltei de Londrina, o avião foi subindo subindo, como sempre voam. Então Londrina me pareceu tão pequena ali nos olhos. Mas grande no coração.
Palavra da Salvação.
Graças a deus.


 

jungle

E agora, de novo, em São Paulo.


 

big.ben

Agora estou em Londrina.


 

tribo

Estou em Tupã.


 

festa.de.babette

Esper, Moraes, Mariana, Catarina e eu fizemos a Festa de Babette no domingo. Começamos a cozinhar, comer e beber às 10h da manhã e só paramos no dia seguinte, às 4 da madrugada.


 

odeio fechamentos

e se algum jornalista disser que isso é o melhor da profissão, mate!


 

camisa.de.força

É sério: às vezes tenho a nítida impressão que estou enloquecendo. Me controlo para não ter surtos. Não gritar com as pessoas. Não mandar tudo à merda.


 

aforismo

Quer aprender a ser um bom jornalista? Fique longe dos doutores, dos jornais laboratório, dos sabem-tudo, dos que falam mais de uma vez a palavra “paradigma” por dia, dos que nunca fecharam um jornal, uma revista, um tele ou radiojornal ou escreveram hard news para web.
Ou seja, academia só é bom para ganhar músculos.

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lambuja

Quando eu era aluno, fiquei uma ou duas vezes de exame. Hoje, como professor, fico de exame no final de cada semestre, e acho inconcebível que alunos tenham tanta opção para passar. Não, antes que me chamem de Pinochet, não sou contra as reavaliações e as segundas chances. Sou contra esse modelo de avaliação que acaba privilegiando a vagabundagem, a vadiagem e a burrice. Não é possível que eu tenha alunos super esforçados, que vêm a todas as aulas, prestam atenção, fazem perguntas, entregam trabalhos, demonstram esforço bonito em aprender que ficam, depois de tantas chances dadas aos vagabundos, com as mesmas notas. Um dos alunos meus que está de exame é um burguesinho metido que sempre aparecia na minha aula lá pelas 10h30 (sendo que o horário é 7h30!), entrava na sala como se estivesse absolutamente pontual, e depois vinha me dizer que chegava atrasado porque tem uma banda de reggae e tocava não-sei-onde e que tinha fumado todos na noite anterior. O meu grande esforço - é verdade! - tem sido conciliar o desejo de ser moderno, progressista, tolerante e brando com a necessidade de mandar todo esse bando de vagabundo capinar data e valorizar o dinheiro dos pais deles. Acho que vou para terapia.


 

politika

Isis, por que ela não pode ser uma financiadora de seus projetos de comunicação comunitária e antropologia, hã?
Depois falam de falta de decoro.


 

helênica

Uma das coisas mais bonitas que vi no cenário político nos últimos tempos foi aquela lágrima da senadora Heloísa Helena por não querer votar a favor da aprovação do Meirelles para o BC e ter sido recomendada pelo PT a se ausentar da votação. Ela é, de fato, muito radical, mas essa lágrima e ela dizendo, no ano passado,a ACM, que “não poderia ser refém da memória” dele no caso do Painel são cenas de arrepiar.

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ouvidos

Isso é uma noite baixando músicas no Kazaa.
Dá pra relembrar os ouvidos de coisas que nem se ouve no rádio, nem se vê na TV. Como essas aí de baixo.

flor do cafezal
Quando eu era pequeno, era uma criança de só dois discos. Ninguém em casa tinha muito o hábito de ouvir músicas que não fossem pelas emissoras de rádio. Não tínhamos aparelho de som e o CD em casa chegou neste dias dos pais, presente para o Seu Zé. Essa música, especialmente, marcou muito a minha infância. Tínhamos uma vitrola velha e um disco do Cascatinha e Inhana. Meu ouvido tinha saudades. E a meu pai que ofereço esta canção, como fazíamos na Rádio Tupã AM, no programa do Dorival Jorge, que, por sinal, era meu vizinho.


 

homenagem a meu pai

Cafezal em Flor
(Luiz Carlos Paraná)

Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
Ai menina, meu amor
Minha flor do cafezal
Ai menina, meu amor,
Branca flor do cafezal

Era florada lindo véu de branca renda
Se estendeu sobre a fazenda
Qual um manto nupcial
E de mãos dadas fomos juntos pela estrada
Toda branca e perfumada
Pela flor do cafezal

Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
Ai menina, meu amor
Minha flor do cafezal
Ai menina, meu amor,
Branca flor do cafezal

Passa-se a noite, vem um sol ardente e bruto
Morre a flor e nasce um fruto
No lugar de cada flor
Passa-se o tempo em que a vida é toda encanto
Morre o amor e nasce o pranto
Fruto amargo de uma dor

Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal
Ai menina, meu amor
Minha flor do cafezal
Ai menina, meu amor,
Branca flor do cafezal


 

homenagem a moraes

Laranja Madura
(Ataulfo Alves)

Você diz
Que me dá casa e comida
Boa vida e dinheiro pra gastar
O que é que há minha gente
O que é que há
Tanta bondade
Que me faz desconfiar

Laranja madura
Na beira da estrada
Tá bichada, Zé
Ou tem marimbondo no pé

Santo que vê muita esmola
Na sua sacola
Desconfia
E não faz milagres, não
Gosto da Maria Rosa
Quem me dá prosa
É Rosa Maria
Vejam só que confusão


 

homenagem a grota

DRAMA DE ANGÉLICA
(Alvarenga, M. G. Barreto e Arlequim)

Ouvi meu cântico
Quase sem ritmo
Que a voz de um tísico
Magro esquelético.
Poesia épica,
Em forma esdrúxula
Feita sem métrica,
Com rima rápida.
Amei Angélica,
Mulher anêmica
De cores pálidas
E gestos tímidos
Era maligna
E tinha ímpetos
De fazer cócegas
No meu esôfago.
Em noite frígida,
Fomos ao Lírico
Ouvir o músico
Pianista célebre.
Soprava o zéfiro,
Ventinho úmido
Então Angélica
Ficou asmática.
Fomos ao médico
De muita clínica
Com muita prática
E preço módico
Depois do inquérito,
Descobre o clínco
O mal atávico,
Mal sifilítico.
Mandou-me celébre,
Comprar noz vômica
E ácido cítrico
Para o seu fígado.
O farmacêutico ,
Mocinho estúpido,
Errou na fórmula,
Fez despropósito.
Não tenho escrúpulo,
Deu-me sem rótulo
Ácido fênico
E ácido prússico.
Corri mui lépido,
Mais de um quilômetro
Num bonde elétrico
De força múltipla.
O dia cálido
Deixou-me tépido .
Achei Angélica
Já toda trêmula
A terapêutica,
Dose alopática,
Lhe dei uma xícara
De ferro ágata.

Tomou folêgo,
Triste e bucólica,
Esta estrambólica,
Droga fatídica.
Caiu no esôfago
Deixou-a lívida,
Dando-lhe cólica
E morte-trágica.
O pai de Angélica
Chefe do tráfego,
Homem carnívoro,
Ficou perplexo.
Por ser estrábico
Usava óculos:
Um vidro côncavo,
Outro convexo.
Morreu Angélica
De um modo lúgubre..
Moléstia crônica
Levou-a ao túmulo.
Foi feita a autópsia
Todos os médicos
Foram unânimes
No diagnóstico.
Fiz-lhe um sarcófago,
Assaz artístico
Todo de mármore,
Da cor do ébano.
E sobre o túmulo
Uma estatística,
Coisa metódica
Como Os Lusíadas.
E numa lápide,
Paralelepípedo,
Pus esse dístico
Terno e simbólico:
“Cá jas Angélica,
moça hiperbólica
beleza helência,
morreu de cólica!”


 

homenagem à Isis

“todo dia era dia de índio
mas agora ele só tem o dia 19 de abril”


 

homenagem à Gabi

Neste mundo tem muito puxa-puxa
quem for mais vai ficar aborrecido
pois nóis vai mexer co´maiorais
e quem não gostá é melhor tapá os ouvido

Plinio Salgado quando abre a voz
Dói lá no fígado de todos nóis

(toc toc toc toc toc)
Benedito, sai da lata

Na sua casa tem integralista?
Não vou lá!
Na sua casa tem comunista?
Não vou lá!

Mangabeira baiano faz ano fiel
Beija a mão do

(agora um anúncio muito tocada lá em São Paulo)
Adhemar, Adhemar é mió e não faz már


 

salsa, merengue, cerveja, 10 horas de sono, padaria, ADSL, armário montado...

Meu final de semana foi ótimo.


 

ECT

Estamos fazendo uma matéria para janeiro em que personalidades escrevem uma carta para o Lula. Está ficando ótima. Até agora temos carta de Tom Zé, Marcelo Tas, Raul Wassermann, Luis Mott, Lurian da Silva (filha do Lula). Vai chegar da Luciana Garbin e do Prof. Pasquale.


 

...

Ela diz que ouviu dizer que Casé Peçanha é o affff.


 

phone

Acabei de falar com a Lygia Fagundes Telles ao telefone. Meu coração bate forte. Me dá suador. Fico nervoso e gaguejo quando falo assim, com ídolos.


 

página final que não chega

Sabe qual é a pior coisa de resenhar livros? Ler livros ruins. E esperar, esperar, esperar que a página final chege logo, a danada que insiste em ficar lá na ribanceira da história, no canto do ensaio. Eu odeio ler livros ruins. Há quem goste. Os fãs de Senhor dos Anéis, por exemplo.


 

procon

Estou cada vez mais cansado de ser desrespeitado como consumidor. A Telefônica está acabando com a minha vida.


 

Não é uma Brastemp

Comprei uma máquina de lavar roupa. Tinha dó da Socorro, que faz a faxina em casa. Ela diz que gosta de lavar roupa, que não era para eu me incomodar etc e tal, mas ficou muito feliz que não vai ter mais que enfrentar o tanque. Mas no final a máquina me deixou preocupado. Quando ligamos, fez um barulho muito, muito estranho mesmo. Então liguei para a assistência técnica.
- Olha, comprei uma Consul Eletrônica 5 kg e acabei de instalar. Ela está fazendo um barulho insuportável.
- Não é defeito, senhor, é característica.
- Vou ter que conviver com esse barulho quando lavar a roupa? Não é possível, é muito alto e irritante.
- É possível que depois da terceira ou quarta lavagem melhore, senhor. Fique tranquilo.
Não satisfeito, testei a máquina, o barulho continuou. Então liguei novamente.
- Acabei de falar com um atendente de vocês e ele me disse que o barulho que minha máquina faz é normal. Eu não acho que seja. O que devo fazer?
- O barulho é feito em que momento do processo?
- Na hora de bater a roupa.
- Faça o seguinte: centrifugue a roupa. Se centrifugar com barulho, tire a tomada por 15 minutos. Se não centrifugar, tire por duas horas.
- Mas por que tem esse barulho todo, insuportável?
- Não sabemos senhor. A máquina faz mesmo e não conseguimos diagnosticar a razão do barulho.
- Não é possível.
- Fique tranquilo.
Ainda não satisfeito liguei pela terceira vez, falei a mesma coisa e sempre as mesmas respostas. Foi então que dei o telefone para a Socorro. De imediato ela disse:
- Olha, Marina, nós estamos desesperados com essa máquina.
Então o problema foi resolvido. Por enquanto.


 

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(eu só quero apenas / uma pausa de mil compassos)


 

big.brother

Acabei de chegar do cinema. Vi - com a Cata - o “Edificio Master”. Tinha entrevistado o Eduardo Coutinho na semana retrasada, imaginava que o filme fosse bom, mas não pensei que fosse tão bom. Tudo bem, tudo bem, é uma espécie de big brother sofisticado. Mas a densidade real (se é que isso é possível em cinema) é tão grande que chega a assustar. É uma daquelas idéias ordinárias - “por que não fiz isso antes?”, penso - que funcionam muito bem. As figuras entrevistadas são formidáveis, absolutamente normais na sua anormalidade. Todo mundo fica comovido com o Sr. Henrique, um brasileiro que fez a vida nos EUA e cantou com o Frank Sinatra. Mas o depoimento que mais me comoveu foi o da menina que assume ter sociofobia, gostar de descer ou subir sozinha no elevador e não olhar para o rosto das pessoas na hora de falar. Mas a frase dela, “eu não sei se tem gente demais ou a calçada é muito pequena” é da maior relatividade possível. Enfim, se puder, veja. Se não puder, se esforce.


 

bank of bosta

Odeio bancos. O que faz eles pensarem que podem restringir o seu crédito diário, sendo que tem dinheiro na conta? E fechar os caixas eletrônicos depois das 10 horas da noite? Odeio bancos.


 

do camelô

“O Zé Pilintra qué fumá”


 

divindades.maquiavélicas

Jornalistas sempre gostam de falar sobre o poder. Alguns, até, gostam do poder. Mas quando podem, bradam contra o poder político, reclamam do acúmulo de poder econômico, dos magnatas, dos empresários, dos especuladores. Queixam-se das instituições de poder, do Vaticano, do FMI, da IBM e Microsoft. Mas muitos deles não sabem nas mãos de quem o poder realmente está. Nas mãos das secretárias. E dos cabeleireiros(as). A primeira pessoa que me falou que o poder estaria nas mãos dos cabeleireiros foi a ex-professora Carly. Disse: “eles podem arruinar a vida de alguém”. Hoje, além deles, penso que as secretárias são as maiores detentoras de poder do mundo. Elas sabem de tudo da vida dos seus patrões, contas bancárias, amantes, falcatruas, acordos ilícitos, balanços, editais de convocação e reuniões misteriosas. Mas isso não nos compete. Agora, como jornalista, sou obrigado a tratar as secretárias como se fossem manifestações divinas. Dê bom dia, pergunte como ela vai, faça uma piadinha e então peça para falar com o patrão dela, para ela arrumar um lugar na agenda para uma entrevista, pergunte de leve. Se você tratar mal a secretária de algum patrão, você só vai conseguir falar com ele se fizer plantão na porta do prédio onde ele mora. Eu, absolutamente, odeio um secretária de um empresário que é fonte. Ela me trata mal ao telefone, desconfia das coisas que falo e parece que é mulher do cara, de tanto que o cerca. Mas eu não posso nem deixar passar sombra de desagrado.
Secretárias são divindadades. Maquiavélicas, mas são.


 

BH

Estou de novo em Belo Horizonte. Sim. Bate e volta. Cheguei hoje na hora do almoço, uma supresa para a Catarina, que faz aniversário amanhã. Ela nem sonhava que eu fosse vir.

moça.bonita.não.paga.mas.também.não.leva
Passamos a maior parte da tarde no Mercado Central. Moraes iria enlouquecer, assim como quase enlouqueci, naquele lugar. Cachaça, doces, farinhas, grãos e panelas, muitas panelas. Estou levando uma autentica panela de ferro mineira.


 

eu.não.sei.falar.francês

Tento falar com a Aniclege por telefone. Ligo para a França e acho que o sogro dela atendeu. Então a única frase que esbocei era que gostaria de falar com a “Aní”. Ele, ao que parece, me disse para ligar para um outro número. E foi ditando número a número em francês. E eu fingindo que havia entendido. O pior veio depois: ele pediu para repetir. Resumo da ópera: não falei com a Ani.


 

saudades

Ouvindo pela web a Universidade FM (107,9), de Londrina, descubro ainda que o cardápio do RU, hoje, é Arroz/Feijão, Filé de frango à milanesa, Quiabo refogado ,Salada de Repolho, Gelatina e refresco de Laranja.
Então me dá saudades.


 

beer

Acabei de almoçar. E no embalo tomei duas cervejas, inteiras, de garrafa. Agora tem reunião de pauta. Acho que vou falar o que não devo.


 

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Há uma espécie de silêncio que me atormenta.
Este silêncio da indiferença.
Este silêncio da pessoa que quer falar, mas não fala.
Este silêncio do desrespeito.
Este silêncio da insubordinação.
Este silêncio-silêncio.
Há uma espécie de silêncio que me atormenta.


 

aniversário

Dia 25 este blog fez dois anos. E ninguém comemorou. Nem eu, nem ele. Está em crise de meia idade.

PS
Lembra-se, Moraes, que a primeira matéria que escrevemos para o Tavares começava assim “A COHAB-LD faz 20 anos e não tem motivos para comemorar”? Que péssimo.


 

transe

Então ontem chegou a caixa do Submarino. O Submarino me mandou uma caixa de transe.

eis


 

...





Faça você também Que
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Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia




 
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